 A Fundação Casa de Rui Barbosa promove, dentro da série Memória & Informação, a palestra Os Daguerreotipistas estão chegando, ministrada por Francisco Moreira da Costa, fotógrafo, conservador de fotografia e daguerreotipista. O evento acontece no dia 11 de agosto, às 14h30, na sala de cursos. A entrada é franca.
:: Ementa
O primeiro processo fotográfico, desenvolvido por Louis Jacques Mandé Daguerre, foi publicado pela Academie des Sciences de Paris em 19 de agosto de 1839. A daguerreotipia surpreendeu o mundo com a sua capacidade de reprodução da realidade, apresentando uma definição que nunca foi superada por outra técnica.
A palestra apresenta a pesquisa que o fotógrafo vem desenvolvendo nos últimos 16 anos para fazer daguerreótipos no século XXI.
As dificuldades em reconstruir uma técnica fotográfica esquecida e pouquíssima revisitada na modernidade são várias: desde o levantamento bibliográfico, adaptação de equipamentos e infra-estrutura adequada. Isto me motivou a dar início à construção de um estúdio voltado para as técnicas do século XIX, com todas as condições para se refazer os processos históricos – pesquisa importante para a conservação de acervos fotográficos.
Sobre o palestrante:
Francisco Moreira da Costa cursou engenharia química na UFRJ e começou a fotografar em 1983. Em l989, fez aperfeiçoamento em fotografia e preservação fotográfica no Rochester Institute of Technology (RIT), Museu Internacional da Fotografia em Rochester e no New York Municipal Archives, NY, com bolsa da Fundação Vitae e da OEA. Participou da implantação do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte em 1987, onde trabalhou até 1999. Atualmente é fotógrafo do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do IPHAN. Pesquisa Daguerreotipia desde 1996, desenvolvendo o seu equipamento a partir de manuais do século XIX. É um dos únicos brasileiros a utilizarem a técnica original da daguerreotipia e está entre os cerca de 30 daguerreotipistas contemporâneos em atividade no mundo inteiro. Idealizador do Studio Século XIX, em Lumiar, RJ, onde pesquisa e oferece oficinas de Daguerreotipia desde 2003, quando participou pela primeira vez do FotoRio.
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