| O Rio de Janeiro e o Brasil em torno de 1850 | ||
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Já estão abertas as inscrições para o curso O Rio de Janeiro e o Brasil em torno de 1850, que acontece entre os dias 26 e 30 de julho, das 9 às 13 horas, no auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa. As aulas serão ministradas pelo professor dr. Luiz Felipe de Alencastro, da Universidade de Paris Sorbonne. :: Ementa Marcando a data nascimento de Rui Barbosa (1849), o curso examinará as mudanças ocorridas no Rio de Janeiro e no Brasil em meados do século XIX. Mudanças políticas, com o ministério «saquarema» de Eusébio de Queirós, que, a partir de outubro de 1849, depois da saída do marquês de Olinda, é o primeiro a não incluir ex-regentes, os quais , nas palavras de Nabuco, se comportavam como «vice-imperadores». O fato consolida um autêntico regime parlamentar no Brasil. Com o esmagamento da Revolução Praieira (1849) e o assentamento das oligarquias nos governos provinciais, o governo central do Rio de Janeiro afirma sua hegemonia por todo o país. Mudanças econômicas com a criação do Código Comercial (1850), com a Lei de Terras (1850) que define a política imigratória do país. Mudanças culturais, com a corrida do ouro na Califórnia (1849), que levou à modernização do transporte entre o Rio de Janeiro (escala obrigatória da navegação para o Pacífico antes da inauguração do Canal do Panamá em 1914) e a Europa e os Estados Unidos, com a primeira ligação regular em vapor entre Liverpool e a baía de Guanabara. Enfim, o final do tráfico negreiro, em 1850, rompe a matriz espacial colonial do Atlântico Sul, acentua a ocidentalização da economia e da sociedade e assinala o renascimento do Estado brasileiro. |
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