Procurar  
  • principal
  • > cronologia
  • > civilismo
  • como chegar à Fundação >>

    notícias >>

    receba por e-mail o informe quinzenal >>

    arquivo Rui Barbosa >>

    Edições à venda: Rui Barbosa >>

    Edições de Rui Barbosa on-line >>

    pesquisas ruianas >>

    textos on-line de Rui Barbosa >>

    lembranças da Campanha

    Clique na foto para ampliar

    Dois testemunhos emocionados da Campanha por dois escritores mineiros, então meninos, Pedro Nava e Carlos Drummond de Andrade, sobre o clima acirrado da campanha presidencial de 1910.

    "Outro assunto que dava pano para mangas era hermismo e civilismo. Já se sabe que o hermista único era meu futuro tio Heitor Modesto, por causa da Escola Militar, mais sua amizade com o Mário Hermes e o Jangote. Dentro do 106 todos, até as crianças usavam o distintivo civilista — o retrato do Conselheiro Rui Barbosa numa espécie de broche de celulóide, redondo e cor de sépia. O Modesto também ostentava o do hermismo, exatamente igual ao dos adversários, só que em vez da face de Rui mostrava a cara do marechal. Com o chapéu emplumado, de dois bicos. Com todos os seus bordados e galões. Com aquele sorriso descuidado de militar feliz de que a caricatura se apossaria para — achatando a cabeça, ampliando a calva, subindo os ombros, engordando nariz e orelhas, levantando sobrancelhas, arreganhando a boca, acentuando a mosca e arrebitando os bigodes — transformar naquela fisionomia lorpa e alvar que as revistas ilustradas divulgariam largamente, num país desmandibulado de gargalhadas.

    Meu Pai e tio Salles malhavam a uma no adversário e reproduziam as anedotas que ocorriam sobre o futuro presidente. Nunca, jamais, homem público no Brasil passou por achincalhe igual. Tudo que se podia aplicar aos palermas, aos bocós, aos imbecis, aos idiotas, aos parvos, aos bacocós, era atribuído ao candidato militar. Velhos casos e casos recém-inventados corriam a cidade e o país, fazendo rebolar toda a população. E seria assim até o fim do governo. No princípio poupara-se a família e ninguém fizera uma só pilhéria com Dona Orsina, a primeira esposa do Marechal. Mas quando ele enviuvou e logo depois passou-se a segundas núpcias justamente com a caricaturista que engrossara onda de ridículo que afogara sua campanha e o início do seu quatriênio — a chalaça solta apossou-se também da D. Nair de Tefé e de seu pai, o velho Barão de Tefé, como já tinha tomado conta do Marechal e do mano Jangote." (NAVA, Pedro. Baú de ossos. São Paulo: Ateliê; São Paulo: Giordano, 1999. p. 355)

    :: Rui, naquele tempo (pdf, 30 KB), por Carlos Drummond de Andrade. Crônica em que Drummond tematiza a imagem viva de Rui Barbosa guardada pelo escritor, quando criança em Minas. O narrador ressalta como era unânime a "sensação de força, de bravura e eletricidade moral" de Rui e sua Campanha Civilista, quando todos, inclusive o próprio menino Carlos, eram "civilistas, quer dizer, ruístas" e tinham a esperança de "erigir um Governo civil inspirado na justiça, na liberdade, na representação autêntica, na virtude".

    Imprimir
    Voltar ao alto


    Veja também
    > civilismo
    > Campanha Civilista
    > cronologia da Campanha - 1909
    > cronologia da Campanha - 1910
    > referências

  • informe
  • |
  • perguntas frequentes
  • |
  • termos de uso
  • |
  • mapa do site
  • |
  • sobre o site
  • |
  • contato
  • |