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Gonzaga Duque
Gonzaga Duque :: Biografia


CartaUma das mais importantes figuras do simbolismo brasileiro, foi romancista, contista e crítico de arte. Pode ser considerado o primeiro e verdadeiro crítico de arte sistemático no Brasil, tendo deixado textos fundamentais nesse campo. Seu interesse pelas artes plásticas levou-o também a realizar trabalhos como a ilustração de um livro de B. Lopes, Dona Carmen. Foi retratado por vários artistas de sua época, como Eliseu Visconti, Belmiro de Almeida, Rodolfo Amoedo, Presciliano Silva, além de caricaturado, entre outros, por Raul Pederneiras e Kalixto.

Luís Gonzaga Duque Estrada nasceu em 21 de junho de 1863 no Rio de janeiro. Iniciou-se cedo no jornalismo, fundando em 1880, com Olímpio Niemeyer, O Guanabara. Em 1882 colaborou na Gazetinha, de Arthur Azevedo, e em 1883 na Gazeta da Tarde, de José do Patrocínio. Em 1887, atuou como crítico de arte em A Semana. Fundou, em 1895, com Lima Campos, a Rio-Revistas em 1897, também com Lima Campos, a revista simbolista Galáxia; em 1901, Mercúrio; e em 1908, com Lima Campos e Mário Pederneiras, Fon-Fon. Colaborou ainda em numerosos outros periódicos, usando muitas vezes pseudônimos, como Alfredo Palheta, J. Meirinho, Diabo Coxo, Amadeu, o Risonho e André de Resende.

Casou-se em 1885 com Júlia Torres Duque Estrada, com quem teve quatro filhos: Dinorá e Haroldo, que morreram em criança, Osvaldo e Lígia Cristina que, de seu casamento com o poeta Murilo Araújo, lhe daria a neta Maryssol Duque Araújo.

Foi 2º oficial da Diretoria do Patrimônio Municipal; 1º oficial da Fazenda da Prefeitura, servindo neste posto como secretário do diretor-geral muito tempo. Em 1910, foi nomeado diretor da Biblioteca Municipal.

Morreu, no Rio de janeiro, em 8 de março de 1911.