Vista aérea do parreiral em restauração. Foto: Ivo Gonzalez

PÉRGULA E PARREIRAL

A pérgula era um elemento freqüente nos quintais do Rio de Janeiro no século XIX, que, coberto por trepadeiras, fornecia sombra aos moradores. Na Casa de Rui Barbosa existem duas pérgulas no jardim frontal, que são reconstituições dos elementos originais. No jardim dos fundos, há uma grande estrutura metálica que é conhecida como parreiral, por ser o local de plantação das videiras de Rui Barbosa. Além destas, era também o local onde Rui plantava suas roseiras, pelas quais era famoso cultivador. Foram várias gerações de crianças do bairro de Botafogo que brincaram ao longo das aléias do jardim, protegidas sob as videiras e roseiras de Rui Barbosa.

Parreiral em restauração. Foto: Leo Aversa
Parreiral em restauração. Foto: Leo Aversa

ROCAILLES E PONTES

São conhecidas como rocailles as estruturas imitativas de rochas ou troncos existentes em um jardim. Aparecem sob a forma de rochedos artificiais e pontes “de madeira”, e são exemplos do paisagismo de inspiração romântica.  No jardim frontal encontram-se dois conjuntos de “rochedo” e ponte, um que é original da construção do espaço e outro que foi refeito no final da década de 1920, por ocasião da primeira grande reforma do jardim, liderada pelo engenheiro Vittorio Miglietta. Essa obra conduziu a recomposição do terreno após a abertura de um leito de rua. Após a morte de Rui Barbosa, o governo decidiu abrir uma extensão da Rua Assunção passando pelo lado esquerdo de sua casa. Essa obra foi quase finalizada, até que o então presidente Washington Luís decretou a transformação da casa em museu, a recomposição dos jardins e a exclusão da rua. O mesmo ocorreu na parte posterior do Jardim, com a rocaille existente atrás do Quiosque.

Rocaille e ponte em restauração. Foto: Ivo Gonzalez
Rocaille e ponte em restauração. Foto: Ivo Gonzalez

HERMA DE RUI BARBOSA

Tendo sido realizado por Rodolfo Pinto de Couto, o busto de Rui Barbosa esculpido em mármore carrara sobre pedestal em granito é uma homenagem da Bahia a seu filho ilustre. A iconografia permite perceber a inserção do elemento no jardim seis anos após a abertura deste como espaço público. Esta peça, que encontra-se próxima à entrada do jardim, insere o mais ilustre dono do local em seu espaço de memória.

Herma de Rui Barbosa já restaurada. Foto: Leo Aversa
Herma de Rui Barbosa já restaurada. Foto: Leo Aversa

LAGO OVAL

O lago em formato oval, apesar de sua semelhança com o lago redondo do mesmo Jardim, é fruto de uma intervenção realizada em 1930, pouco antes da abertura do espaço como jardim público. A obra foi do engenheiro Vittorio Miglietta e foi realizada em 25 dias. Até hoje o local encanta crianças com suas carpas. O espaço também já abrigou tartarugas, tendo sofrido intervenções para adaptação desses animais. Hoje porém, estes animais não encontram-se mais no local.

Lago oval restaurado. Foto: Leo Aversa
Lago oval restaurado. Foto: Leo Aversa

LAGO REDONDO

O lago redondo é envolto por quatro exemplares da espécime cycas e pavimentação em pedra, tem referência no estilo romântico, evocando uma paisagem semelhante ao oásis.

Lago redondo já restaurado. Foto: Leo Aversa
Lago redondo já restaurado. Foto: Leo Aversa

TANQUE, BOMBA D’ÁGUA e PIA

Área de apoio do edifício principal, contendo o tanque em pedra, pia com bancada em mármore e bomba d’água manual. Atualmente os três elementos encontram-se desativados, mas servem para representar um modo de morar do século XIX, onde a área de serviço ficava destacada da casa principal. A bomba d’água guarda até hoje a lenda de que um dos filhos de Rui Barbosa perdeu parte do dedo ao brincar com ela. Na época em que o político ainda residia no local, seus netos, que durante as férias brincavam por todo o jardim, evitavam a aproximação com esse elemento, por medo da história.

Conjunto de tanque, pia e bomba em restauração. Foto: Leo Aversa
Conjunto de tanque, pia e bomba em restauração. Foto: Leo Aversa