Funcionária da Velatura trabalhando na restauração. Foto: Ivo Gonzalez

 

Funcionários da Velatura trabalhando na restauração da rocaille. Foto: Ivo Gonzalez
Funcionários da Velatura trabalhando na restauração da rocaille. Foto: Ivo Gonzalez

No processo de restauração das rocailles do Jardim da Casa de Rui Barbosa, foi feita inicialmente poda de toda a vegetação encontrada nesses elementos. Com isso foi possível notar um estado avançado de sua degradação, proveniente da ação do tempo, falta de manutenção correta e também da presença não controlada da vegetação. Após a retirada, foi possível notar que a coloração da rocaille posicionada do lado direito da entrada do jardim da CRB possui um tom mais rosado, enquanto a que se encontra do lado esquerdo possui um tom mais acinzentado. Isso se deve à composição das argamassas de cada uma.

Quando foi feita a análise da argamassa, entendeu-se o motivo para a diferença na coloração dos elementos. Enquanto a da direita tinha em sua composição cal e areia, a da esquerda apresentava uma proporção de 20% de cal e 80% de cimento em sua composição. A rocaille da entrada é original, provavelmente construída no século XIX. A rocaille do lado esquerdo da Casa foi refeita na década de 1930, quando o jardim foi recomposto depois da tentativa de abertura de uma rua em sua lateral. Portanto, são de períodos bastantes distantes e têm, em sua composição, materiais também diferentes.

Ainda falando de descobertas durante a restauração, na rocaille do lado direito foi encontrado uma espécie de tanque. Esse elemento era abastecido com água que, ao transbordar, gerava uma queda d’água, da rocaille para o lago a sua frente. Também foi identificada a tubulação original desse abastecimento, em chumbo, porém não mais em funcionamento. Essa tubulação será refeita durante o processo da obra de hidráulica do Jardim. Essa cascata, além da função paisagística, também é importante para oxigenação da água do lago para garantir a sobrevivência dos peixes.

Posteriormente foram removidas as partes de argamassa soltas e também as que foram identificadas como não compatíveis com o produto inicial. Os elementos foram modelados, mantendo os padrões de ranhuras encontrados e na atual etapa está sendo aplicada a velatura, que consiste na água da cal hidratada com a pigmentação (para dar a cor de “pedra natural”) e por fim será aplicado o hidrofugante, que protegerá o elemento da ação da água da chuva.

Funcionária da Velatura trabalhando na restauração. Foto: Ivo Gonzalez
Funcionária da Velatura trabalhando na restauração. Foto: Ivo Gonzalez