Conservação Preventiva - Museu da Casa de Rui Barbosa 
  • Fig11 - Aplicacao de resina-900px
  • Fig14 - ancoragem dos fios de nylon para consolidacao do estuque-900px
  • Fig16 - Vista geral forro concluido-900px
  • Fig12 - Colocacao do fio de nylon-900px
  • Fig10 - detalhe da camada de gesso-900px
  • Fig05 - Vista geral teto escorado-900px
  • fixacao camada pictorica 4- 8jan2003-900px
  • Fig01 Panoramica do teto
  • Fig03 - Inicio escoramento Sala Federacao - montagem das torres
  • Fig15 - trecho concluido-900px
  • Fig06 - mapeamento do piso-900px
  • Fig07 - identificacao das tabuas retiradas-900px
  • Fig08 - Visao geral do piso retirado-900px
  • Fig17 - detalhe barrotes-900px
  • Fig09 - detalhe forro e camada de gesso-900px

Forros de Estuque

Seguindo uma tendência da arquitetura residencial do final do século XIX, os principais salões do Museu Casa de Rui Barbosa apresentam tratamento diferenciado com forros em estuque com pintura decorativa.

Estes forros vêm sendo objeto de intervenções desde a inauguração do Museu em 1930. Muitas destas intervenções não foram registradas completamente, e provavelmente a mais profunda ocorreu em 1969, quando foi acrescida uma camada de gesso e sisal para a consolidação do estuque original, costurado com arames. A partir de 1998 verificou-se um agravamento do estado de conservação dos estuques, principalmente devido à perda de fasquios por ataque de insetos xilófagos, desagregação das argamassas, além de trincas e desprendimento de ornatos.

A Sala Federação situa-se no primeiro pavimento da edificação, sobre porão elevado, com área aproximada de 62m². É o único compartimento do Museu que possui um andar acima – o sobrado. O forro de estuque da Sala é sustentado pelo mesmo barroteamento de madeira do piso dos compartimentos do sobrado. A estrutura do forro é formada por fasquios de madeira fixados perpendicularmente ao barroteamento, com preenchimento em argamassa de cor rosada à base de cal e areia, tendo a face inferior estucada com cal e gesso.

Após exames e estudos realizados pelo Núcleo de Preservação Arquitetônica, contando com a colaboração de técnicos do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o referido forro passou por intervenção de restauro no período de janeiro de 2002 a fevereiro de 2003, em duas etapas.

Para este trabalho foi necessária a consolidação do estuque e o reforço de sua estrutura de sustentação. A avaliação estrutural permitiu verificar que, mesmo considerado o bom estado da estrutura original, esta seria incapaz de atender às normas no que se refere à deformação e a sua manutenção, limitaria o acesso aos compartimentos do sobrado interferindo no circuito de visitação do Museu e seria altamente vulnerável ao ataque de térmitas, comprometendo a preservação do forro a médio e longo prazo.