Conservação Preventiva - Museu da Casa de Rui Barbosa 
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Conservação das Superfícies Arquitetônicas

O Museu Casa de Rui Barbosa passou por uma série de transformações relacionadas ao envelhecimento natural de seus materiais constitutivos e a intervenções realizadas ao longo do tempo, com a introdução argamassas cimentícias e tintas plásticas. O desconhecimento da extensão destas áreas e a observação das mudanças e danos a estas superfícies resultantes dessas intervenções motivaram o desenvolvimento desta pesquisa.

Antigas pinturas, rebocos e argamassas que compõem a superfície dos edifícios históricos são elementos fundamentais para a caracterização e visibilidade das construções. Para além da sua função de proteção e saneamento, as superfícies são testemunhos das técnicas e estilos de cada época, tendo tanto um caráter histórico, como documento quanto um caráter estético, responsável pela percepção visual destes edifícios e de seu transcurso no tempo. Sua conservação requer o entendimento dos métodos de construção tradicionais, o emprego de materiais e técnicas eficientes e compatíveis, adaptadas a cada caso estudado.

Os resultados aqui apresentados são fruto do projeto de pesquisa “Plano de Conservação Preventiva do Museu Casa de Rui Barbosa: Conservação das Superfícies Arquitetônicas” composto por três módulos. O módulo inicial abordou as argamassas e rebocos a base de cal, materiais originalmente constituintes das superfícies externas do Museu, e contou com uma fase experimental com a realização de um muro teste de argamassas. O segundo módulo, tratou de um aprofundamento do diagnostico e determinação dos principais problemas a serem abordados na restauração. O terceiro módulo tratou das pinturas e da tecnologia da cor, mapeando as diversas abordagens de cor e os tipos de tinta empregados nas fachadas e propondo uma solução para a restauração.

O resultado final da pesquisa foi, a partir de estudos, testes e experiências práticas, alcançar um maior nível de conhecimento sobre a composição e o comportamento das argamassas e tintas compatíveis com as necessidades do monumento permitindo assim segurança na especificação dos materiais e técnicas construtivas que foram na sequencia aplicados na restauração das superfícies externas do Museu.